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En los Medios |
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| Crecimiento do mercado de storage |
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E-Manager - Brasil - Janeiro 2002
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Crecimiento do mercado de storage torna evidente a necessidade de padrões para la Indústria.
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Interoperabilidade caminha a passos lentos
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O segmento de armazenamento de dados é o que tem apresentado um dos maiores percentuais de crescimento dentro do mercado de
tecnologia da informação cerca de 12% ao ano, de acordo com o IDC, International Data Corporation. Considerando hardware,
software e serviços, o mercado brasileiro movimentou cerca de US$1,2 bilhão em 2000. Se essa taxa média de crescimento for
mantida, esse número poderá chega a US$1,4 bilhão em 2001.
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Para Roger Cox, analista do Gartner Group, o armazenamento de informações tornou-se o componente mais esencial de uma
estratégia de TI bem-sucedida: "As corporações têm de gerenciar e extrair valor de seus crescentes volumes de informação. A
major demanda é por implementações de armazenamento em rede. Estimamos que em 2005 mais de 80% das soluções de storage
externo estejam em rede".
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Segundo Bruno Rossi, analista do IDC, em 2000 e no primeiro semestre de 2001, o crescimento do armazenamento em disco foi
impulsionado pelo aumento exponencial do volume de dados gerados pelas empresas, especialmente em sistemas de CRM, data
warehouse, intranets e aplicações de e-business. "Esses sistemas exigem uma infra-estrutura de armazenagem com níveis de
redundancia, operação 24x7 e alta performance na recuperação de dados", avalia.
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No primeiro semestre deste ano, o mercado brasileiro de storage totalizou US$252 milhões em equipamentos comercializados. Até
o final do ano, espera-se que sejam movimentados cerca de US$550 milhões entre as tecnologías disco, tape e optial storage.
Depois de um terceiro trimestre ruim, o Natal da industria parece que vai ser gordo, graças a um reaquecimento das vendas que
produziu um dezembro incomum, agitado e cheio de pedidos. Mesmo assim, é bem provável que em 2001 o crescimento do setor seja
menor do que o esperado, e muitas empresas não atinjam suas metas de vendas.
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Demanda
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Segundo os fornecedores da industria, o mercado mudou a forma de comprar storage: o ciclo de vendas aumentou, em um setor em
que as decisões já eram tomadas com cuidado, por envolver investimentos de longo prazo. De imediato, se destacaram as
soluções de recuperação de desastres (disaster recovery), garantia para os dados mais valiosos da empresa.
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Essa preocupação repentina com a prevenção foi estimulada pela tragedia americana, que, no princípio, congelou o setor de
tecnología, para logo em seguida provocar uma corrida das empresas buscando proteger informações importante. As soluções mais
simples, de backup, foram provilegiadas pelos clientes.
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Essas características da demanda esclarecem o porquê do faturamento das empresas do setor não ter se recuperado inteiramente.
Nesse contexto, cresceu a importáncia do serviço terceirizado, algo que tradicionalmente não agrada ao empresario brasileiro.
Presionadas pelo receio de perder dados e sem condições de investir em equipamentos, as empresas passaram a considerar
serviços como o backup remoto uma opção interessante. "E a escolha que compromete menos a empresa porque, nessa área, quando
se opta por um fornecedor, pode-se ficar preso a ele por anos", afirma Sydney Fabiani, diretor-presedente da Gemelo, que
oferece terceirização de armazenamento de dados. A empresa informa que tem 14 contratos em fase final de negociação.
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Porém, ainda houve quem preferiu (e põde) investir em equipamentos. "Os bancos voltaram a fazer compras no final do ano, em
especial produtos para recuperação de desastres", constata Enrique Mosiejko, diretor da Hitachi para a América Latina. O
segmento financiero tem ainda outros motivos para ser a estrela deste fim de ano no setor de storage: o novo Sistema de
Pagaementos Brasileiro exige dos bancos redundãnvia no armazenamento dos dados, o que provocou uma corrida para a
implementação da infra-estrutura necesaria, e com data certa para acabar, já que em março começam os primeiros testes, de
acordo com o cronograma definido pelo Banco Central.
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Para 2002, há uma boa expectativa em relação ás empresas de telecomunicações, que se retraíram em 2001 por dois motivos: a
crise do setor e a desvalorização cambial. Agora, tudo depende do desempenho individual das proveedoras de serviços de rede,
que mesmo com lucros menores, nunca deixam de ser clientes atraentes e que seduzem os fabricantes. Como algumas operadoras
devem expandir sua área de atuação, a venda de novos sistemas de armazenamento é certa. Sobram os segmentos de governo,
manufatura, varejo e saúde, que, probablemente nessa ordem de importãncia, devem receber atenção especial em 2002.
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SAN e NAS
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Seja qual for o setor, nenhum deles vai deixar de falar de Storage Area Network (SAN). A fama chegou para esse conceito em
2001, embora não tenha sido um bom ano para uma solução tão cara. Em função do preço e da crise, muito se falou, mas pouco
se vendeu. De qualquer forma, o crescimento de soluções SAN foi significativo em relação a 2000, quando pouca gente sabia o
que o termo significa. Agora, o mercado sabe do que se trata. "Vendemos cinco soluções desse tipo por mês neste ano", relata
Hermannn Fernández Pais, responsable pela estratégia de vendas da EMC para a América Latina.
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Sem tanto estardalhaço, também cresceu a importancia das soluções Network Attached Storage (NAS). Os fabricantes reconhecem
que foi mais difícil vender uma solução que, mesmo sendo mais barata, trazia uma idéia nova: dedicar um hardware para
servidor de arquivos, sem rodar nenhuma outra aplicação. Até 2001, isso era algo abstrato no Brasil, só para engenheiros
preocupados com processamento científico. A grande expectativa para 2002 é que tanto as soluções NAS como SAN superem em
número as instalações DAS (Direct Attached Storage), ainda predominantes.
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A Compaq acredita tanto nisso que lançou no fim do ano um produto que facilita a implementação das duas novidades. A solução
Storage Works NAS Executor E7000 integra as arquiteturas NAS e SAN, eliminando incompatibilidades entre os dois modelos. As
estratégias da fabricante parecem ter funcionado: de acordo com o IDC, a empresa ganhou liderança mundial do setor em
quesitos importantes, entre eles faturamento e volume de terabytes vendidos, passando a frente da EMC.
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Virtualização
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Depois de explicar as vantagens de NAS e SAN, a industria de storage volta seus esforços para evangelizar o mercado com o
conceito de virtualização. Esse será um trábalo bem mais complexo, devido ao jogo de xadrez que se armou em torno desse
conceito, ainda pouco comprendido pela mayoría dos usuarios. De maneira bem resumida, virtualizar é suportar vários padrões
transparentemente e ter a capacidade de organizar todo o parque de armazenamento de uma empresa a partir de um pronto único.
Há diversos ganhos no processo: otimização do espaço, administração mais eficiente do investimento e economia na manutenção
do sistema.
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O problema central é que os principais fabricantes de hardware ainda não oferecem compatibilidade suficiente entre si para
entrar no jogo da virtualização. Como os padrões mais utilizados não conversam, os usuarios têm de recorrer a software,
oferecida por empresas como a Veritas, instala um sistema no servidor capaz de visualizar todo o manancial de dados da
empresa.
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Por esse motivo, dentre outros, o hardware de storage tende a virar commogity. "Agora, o diferencial está na alma", vaticina
Chrispopher Cook, diretor de marketing da Verita. Os concorrentes, em maior ou menor grau, concordam. Apesar de existirme
diversas propostas para a virtualização, oferecer um bom produto depende de dominar sistemas que os fabricantes de hardware
não ofereciam até então. Seguindo de perto esse movimento, no fim do ano, a Hitachi investiu na Datacore, empresa americana
proprietária do software SAN symphony, usado para virtualizar dispositivos de armazenamento.
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A esperança é que os fabricantes avancem na oferta de compatilização entre seus produtos. Em junho, a SNIA (Storage
Networking Industry Association) organização constituída por mais de 200 empresas e profissionais do setor de armazenamento
e que tem por meta definir padrões para a industria - promoveu a assinatura de acordos bilaterais de cooperação entre Compaq,
EMC, Hitachi e IBM, visando simplificar o suporte conjunto ao cliente em ambientes em que convivem seus produtos. A timidez
da iniciativa mostra como a interoperabilidade ainda camina a passos lentos no setor.
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Em dezembro, também a favor do processo de virtualização, veio o anúncio do acordo entre EMC e Compaq para realizar um
intercámbio de APIs (Application Programming Interfaces), uma boa noticia para as empresas que gostariam de ver seus
dispositivos de armazenamento conversando entre si.
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Embora o ano tenha sido repleto de lançamentos de armazenamento virtual, faltou explicar o conceito para os usuarios,
mostrar como ele funciona, quais são as diferentes formas de virtualizar e convencer as empresas de que a oferta traz
beneficios suficientes para motivar o investimento.
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Da mesma forma, a discussão sobre storage ocorrida em 2001 serviu para evidenciar a escassez de profissionais. A maior
parte dos profissionais habilitados está nos fornecedores, que bancam cursos fora do País para seus funcionarios. "Não há no
Brasil especialização na área, o que torna necesario estudiar no Exterior", confirma Cook, da Veritas. Para ajudar a
resolver o problema, a empresa debe lançar em 2002 uma área de negocios para prover treinamento para parceiros e clientes.
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Com outrá visão do mercado, a EMC acha que ainda não é o momento de se preocupar prioritariamente com a virtualização.
Ela prefere centrar esforços nos recursos de gerenciamento. Para isso, investiu no desenvolvimento de um pacote sofisticado,
o Automated Information Storage (AutolS), que comporta recursos de gerenciamento e middleware. Na teoria, o produto é
voltado para redes de armazenamento heterogéneas, mas a empresa não incorporou em seu lançamento algo que permitisse a
compatibilidade com outros padrões.
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De qualquer modo, o acordo com a Compaq foi a primeira demonstração devque a EMC está disposta a oferecer aos usuarios a
virtualização de fato, mesmo que no longo prazo. Antes do intercámbio de APIs, a EMC havia sido dividida em trés partes com
esse propósito. A divisão Customer Operations ficou responsável por toda a linha de hardware da companhia, enquanto a área
batizada de Open Software Operations foi criada justamente para fazer com que as aplicações da EMC suportem produtos de
outros fabricantes.
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